O dia 10 de outubro é conhecido como o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, e enquanto mulher e médica hebiatra (especialista em adolescência), me senti impulsionada a compartilhar algumas reflexões sobre a prevenção deste tipo de violência, especialmente contra as adolescentes.
E se você chegou aqui achando que eu iria dizer que basta instruir as meninas a não saírem de roupas curtas ou maquiagens chamativas, você está completamente equivocado.
A ideia de que a vítima tem alguma responsabilidade sobre a violência que sofreu é uma grande falácia. Vítima é vítima. Ponto final. Não importa a roupa, maquiagem ou idade, o crime só depende do abusador.

“Então, como nós podemos prevenir esses tipos de violência, doutora?”.
Um caminho é educar, especialmente, nossos adolescentes meninos a manterem relacionamentos respeitosos e saudáveis com mulheres.
Se você me acompanha por aqui, sabe que falo bastante sobre como dialogar com adolescentes – uma dificuldade frequente dos cuidadores. Quando o assunto é respeito às mulheres, o diálogo precisa vir acompanhado do exemplo.
Mostre e dialogue com ele sobre como ter empatia sobre os desafios que ele não conhece; sobre equidade nas divisões de tarefas domésticas; sobre ler livros escritos por mulheres; sobre entender que mulheres são fortes e inteligentes; sobre conhecer nomes de mulheres que fizeram e fazem a diferença nas diferentes áreas do conhecimento.

Educar nossos garotos a quebrar ciclos de violência contra mulheres é um caminho importante na proteção das meninas e mulheres. Faça parte desta corrente e incentive mães, pais e cuidadores a estimularem atitudes como essas dentro de casa.
Precisamos acolher nossa responsabilidade na educação de homens que escolham a não-violência.