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Diabetes em adolescentes: desafios e orientações

E se eu te disser que adolescentes também podem ser diabéticos. Você acredita? No imaginário popular, quando falamos em Diabetes, é super comum que o nosso cérebro associe a doença às pessoas mais velhas. Afinal, você fica com diabetes porque come muito doce, não é verdade? E isso acontece porque logo pensamos no Diabetes tipo 2, o tipo da doença associado a sobrepeso, sedentarismo e histórico familiar. 

Acontece que o Diabetes tipo 1 precisa fazer parte deste imaginário – e hoje eu te explico o motivo. 

O que é o Diabetes tipo 1?

O Ministério da Saúde (MS) explica que o Diabetes Melito tipo 1 (DM1), ou apenas Diabetes tipo 1, é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela destruição das células do pâncreas (beta-pancreáticas) responsáveis pela produção e secreção de insulina, o que resulta em uma deficiência na secreção deste hormônio no organismo.

Mas, doutora, é possível identificar a doença ainda na infância?

Com certeza. Na realidade, o pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, e muito baixa em adultos. Dentre os principais sintomas do DM1, estão:

  • Fome frequente;
  • Sede constante;
  • Vontade de urinar diversas vezes ao dia;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza;
  • Fadiga;
  • Mudanças de humor;
  • Náusea e vômito.

Segundo o MS, aqui no Brasil a estimativa é de 25,6 casos por 100.000 habitantes a cada ano, ou seja, uma incidência elevada.

E quais são os tratamentos?

Felizmente, em nosso país, os pacientes de Diabetes tipo 1 têm acesso garantido ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a disponibilização da insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando assim complicações da doença.

Quais são os principais desafios para os adolescentes que convivem com a doença?

Na adolescência, eu tive uma amiga diabética – vamos chamar ela de Maria (nome fictício). Em uma viagem que fizemos juntas, Maria aplicou a caneta de insulina, mas nós demoramos para almoçar, por conta da organização do evento que estávamos participando. Essa demora resultou em um desmaio, com alteração do nível de consciência, que anos mais tarde – já na faculdade – fui entender que esse quadro pode ser muito comum em adolescentes sem o suporte adequado. 

Quando o paciente ainda é criança, os cuidadores são os únicos responsáveis pela aplicação da insulina. Mas, quando chega a adolescência, esse cuidado também se torna parte da rotina do adolescente, que precisa aprender e adotar práticas cotidianas para garantir seu bem-estar. 

E aqui está o primeiro grande desafio do adolescente diabético tipo 1: responsabilidade

Em seguida, podemos citar outros desafios, como: conhecer a sua doença, aprender a lidar com ela no cotidiano e saber como agir em casos de crise.

Como a família e os amigos podem ajudar um adolescente diabético do tipo 1?

É fundamental que a família desse adolescente ofereça a ele toda a explicação necessária sobre a sua condição. Essa fase de explicação ajuda a tomar consciência de si próprio, afinal, é uma condição que vai acompanhar toda a sua vida. 

Para além de ensinar ao paciente, os cuidadores precisam apresentar as mesmas informações aos professores(as), às amizades e aos demais adultos que fazem parte da vida do adolescente. 

No caso da minha amiga Maria, se nós, amigas, e as responsáveis por nós naquela viagem estivéssemos inteiramente conscientes sobre o quadro de saúde dela, esse sintoma poderia ter sido evitado. 

Ficou com alguma dúvida? Tem suspeitas da doença em seu filho(a) ou recebeu o diagnóstico e não sabe como agir?

Ficarei feliz em ajudar a sua família e garantir a melhor qualidade de vida possível para vocês. 

Com informações do Ministério da Saúde.

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