As férias finalmente chegaram para os adolescentes! Com o tempo livre e a mudança de rotina, é importante que a família aproveite esse período para observar, cuidar e fortalecer o vínculo com esse jovem que está em plena transformação.
Hoje, trago 3 pontos essenciais para você se atentar durante as férias do seu adolescente e como aproveitar esse período para promover mais saúde e proximidade.
1) Aproveitar as férias para cuidar da saúde
A adolescência é a fase da vida em que mais mudanças acontecem ao mesmo tempo: hormonais, corporais, emocionais e comportamentais. Por isso, as férias são um excelente momento para marcar consultas de rotina com o hebiatra, sem atropelos ou conflitos de agenda com provas ou compromissos escolares.
Fazer um check-up completo nessa fase evita que pequenas dificuldades se tornem grandes problemas no futuro, e ajuda o adolescente a compreender que cuidar da própria saúde é um ato de autonomia.
Se você percebeu mudanças mais intensas no humor, no sono, na alimentação ou no comportamento, esse é um sinal ainda mais importante para procurar o(a) hebiatra.
2) Rotina nas férias
Férias não são sinônimo de desorganização, pelo contrário, elas podem (e devem) ser uma oportunidade de reajustar hábitos.
É comum que adolescentes:
- invertam o ciclo de sono,
- passem horas seguidas no celular,
- se isolem no quarto,
- percam o interesse por atividades fora de casa.
Essas mudanças nem sempre são motivo de alarme, mas merecem atenção. Manter uma rotina minimamente organizada ajuda o adolescente a se sentir mais estável, menos ansioso e mais disposto.
Com algumas mudanças de postura, você pode promover saúde para o seu(a) adolescente: incentive atividades fora de casa, como caminhadas, esportes, passeios culturais; estabeleça regras gentis para o uso de telas; crie horários mínimos de sono, refeições e momentos em família (mesmo que rápidos!).
3) Fortalecer o vínculo com o adolescente
As férias podem ser o momento perfeito para se (re)aproximar emocionalmente do seu adolescente. A fase é marcada por transformações profundas, e muitos cuidadores relatam que sentem como se “um estranho tivesse vindo morar em casa”.
Isso é comum, mas não precisa ser motivo de afastamento.
Uma boa comunicação é construída quando o cuidador realmente deseja conhecer essa nova versão do seu filho ou filha.
Como se aproximar?
Pense na seguinte reflexão: quando você chega em um ambiente novo, como um primeiro dia de trabalho, sente-se mais acolhido por quem te pergunta como você está do que por quem apenas fala sobre si.
O mesmo vale para adolescentes.
Mostre interesse genuíno:
“O que você está querendo fazer esse mês?”
“Qual lugar gostaria de visitar nas férias?”
“O que você anda ouvindo, lendo ou assistindo?”
E, principalmente: não invada.
Excesso de perguntas ou um tom controlador afasta o adolescente rapidamente.
Quer saber mais sobre como se aproximar sem invadir? Você vai gostar de ler este blog aqui.
Sou pediatra e hebiatra, e fico à disposição para acolher você e seu adolescente, investigar o que for necessário e orientar essa fase tão delicada com afeto, empatia e ciência.
Meu consultório está de portas abertas.